Endereço deixa seguro de carro até 45% mais caro

Endereço deixa seguro de carro até 45% mais caro

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Idade do motorista, modelo do veículo e até o estado civil do segurado têm impacto no valor cobrado 
As fabricantes de veículos já comemoram o aumento nas vendas de automóveis depois da redução do IPI. Segundo a Anfavea, nunca se comercializou tantos veículos em junho como agora. Foram 353,2 mil unidades, um crescimento de 22,9% na comparação com maio. Com carro novo na garagem é hora de partir para o seguro. É nessa hora que o consumidor pode ter uma desagradável surpresa.
Um levantamento feito pelo DIÁRIO junto às seguradoras constatou que apenas a diferença de endereço pode gerar um valor até 45,62% maior na conta final. O carro escolhido também impacta. A diferença nesse caso ficou em 37,74%.
Para as simulações foi usado um mesmo perfil de cliente, com os dois carros mais vendidos do mercado (VW Gol e Fiat Uno) e em três endereços distintos da capital.
De acordo com o resultado, o morador da Avenida Higienópolis, no Centro da capital, que escolher comprar um Volkswagen Gol em um plano completo pela SulAmérica vai ter de desembolsar R$ 2.685. Se esse mesmo cliente morasse na Avenida Marechal Tito, no Itaim Paulista, na Zona Leste, ele gastaria R$ 3.910 para a mesma cobertura e veículo. Uma diferença de R$ 1.225.
Segundo Jaime Soares, gerente de Auto da Porto Seguro, a região que o veículo costuma circular é um dos aspectos que mais influenciam no valor da apólice. “O veículo e o endereço são os dois pontos que mais impactam no valor final do seguro”, afirma.
Não são apenas esses dois aspectos que encarecem  o valor do seguro. Antes mesmo de fechar a aquisição do carro zero-quilômetro, o interessado deve pesquisar o valor do seguro. Dependendo do modelo, o negócio pode não compensar. “A cotação  leva em conta o histórico de cada modelo na região contratada. Em um endereço ele pode ficar mais caro do que outro modelo e em outra região da cidade ficar mais barato”, diz Jaime Soares.
Nas simulações feitas pelo DIÁRIO, por exemplo, o seguro do Fiat Uno na Bradesco Auto ficou mais caro para o endereço de Higienópolis do que na Vila Mariana. O mesmo não aconteceu no caso do VW Gol.
Barato sai caro
O primeiro passo para quem pretende adquirir um seguro é procurar um corretor habilitado. “Esse profissional é preparado para encontrar a melhor combinação de coberturas para o interessado”, conta Fernando Cheade, superintendente executivo do Bradesco Auto.
Um dos problemas comuns é o consumidor acabar optando pela apólice com o menor preço. “É muito comum o cliente querer a apólice mais barata, que vem com a menor cobertura. Sem carro reserva, por exemplo. Ela pode, porém, não ser a mais adequada se ele depender do carro para trabalhar”, diz Eduardo Dal Ri, diretor de automóveis da SulAmérica.
Já o superintendente executivo do Bradesco Auto, Fernando Cheade, afirma que qualquer alteração do carro ou do perfil do segurado dentro da vigência da apólice deve ser comunicada à seguradora. “Toda alteração feita no carro, por menor que ela seja, deve ser comunicada para a seguradora, até para que o segurado não tenha problema em um eventual sinistro.”
Publicado em Diário de São Paulo, escrito por Rodrigo Ferreira.

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