A pauta de sustentabilidade vem sendo discutida em diversos setores da indústria, no entanto, ainda é preciso ensinar novos hábitos para a população obter um consumo mais consciente. Segundo a ONU, 99% dos produtos são jogados fora em um período de seis meses. Sendo que, de acordo com um estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil é o 4º país que mais produz lixo no mundo.

O descarte precipitado é um dos fatores que contribuem para a produção excessiva de entulho e, caso estes hábitos não mudem, a estimativa, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), é que a quantidade de lixo aumente de 1,3 bilhão de toneladas para 2,2 bilhões de toneladas até 2025.

Diante deste cenário, David Pereira, gerente do Porto Seguro Faz, dá três dicas para evitar o descarte precipitado.

Cuide do seu produto: pode parecer estranho falar em cuidado, pois deveria ser algo comum, já que foi investido um valor no produto. No entanto, pequenas atitudes que contribuiriam para prolongar a vida útil da peça geralmente não são praticadas. “Fazemos diariamente muitas limpezas de móveis e percebemos que as pessoas não possuem hábitos para manter o produto por mais tempo” analisa Pereira. “Aspirar o sofá semanalmente, além de uma limpeza profissional semestral ou anual, por exemplo, pode prevenir o acumulo de bactérias e sujeiras que danificam o móvel, e assim evitar o descarte prematuro”, orienta.

Analise a possibilidade de conserto: identificar a oportunidade de conserto ao invés de troca é também muito importante, já que pode ser um problema fácil de solucionar. “Vivemos na era do consumo e do imediatismo. As pessoas não pensam na possiblidade de consertar o produto e veem como única alternativa a compra de algo novo. No entanto, arrumar ao invés de comprar é muito mais vantajoso financeiramente, além de contribuir com o meio ambiente”, comenta o gerente.

Avalie se realmente sabe fazer o que está precisando: pensando em economizar com a mão de obra, algumas pessoas decidem montar ou instalar produtos que não possuem domínio. “Já recebemos diversos chamados de pessoas que acham que vão economizar fazendo algo sozinho e acabam perdendo ou danificando a peça”, conta o executivo. Contratar um profissional que possua experiência também é um ato sustentável, para não perder o produto de forma precoce.

Fonte: G.R – Revista Apólice